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James Silva Desmistifica a Kizomba e a Força da Dança Africana no Negritudes Cast

Foto do escritor: Negritudes Cast
Negritudes Cast
1 de set.
2 min de leitura

Atualizado: 2 de set.

James Silva Desmistifica a Kizomba e a Força da Dança Africana no Negritudes Cast


Em um encontro marcante no Centro Cultural São Paulo (CCSP), os apresentadores Zull Ramos e Gil Brasil receberam o produtor, professor e articulador cultural James Silva para uma edição especial do Negritudes Cast. A pauta foi muito além da técnica corporal: o episódio mergulhou na essência, na ancestralidade e na expansão da Kizomba no Brasil, desfazendo estigmas e apresentando o movimento por trás de grandes eventos como o festival ONE KIZ.


Mais que Dança, Cultura e Conexão

Durante a entrevista, James Silva destacou que a Kizomba — nascida em Angola com forte influência do Semba e do Zouk antilhano — carrega consigo uma identidade cultural densa que vai além do que os olhos destreinados enxergam nas redes sociais.


"Muitas vezes, quem vê de fora rotula a Kizomba apenas como uma dança sensual. Na verdade, ela é conexão, escuta do corpo e respeito ao parceiro", pontuou James durante a gravação no CCSP.


O especialista também esclareceu o mapa dos estilos que hoje compõem os congressos pelo mundo:


  • Semba: A matriz tradicional angolana, festiva, energética e cheia de ginga.

  • Kizomba raiz

  • : O passo cadenciado e a melodia marcante com raízes na África lusófona.

  • Urban Kiz e Tarraxo: Vertentes contemporâneas que incorporaram influências urbanas europeias, sintetizadores e novas dinâmicas corporais.


Acessibilidade e Desmistificação: A Porta de Entrada

Um dos pontos centrais abordados por Zull Ramos e Gil Brasil foi o receio do público iniciante. James fez questão de tranquilizar quem nunca deu um passo: nos eventos e congressos, ninguém precisa ter experiência prévia ou levar par.


A estrutura de congressos de três dias, como o ONE KIZ, é desenhada para acolher tanto quem busca aulas intensivas quanto quem quer vivenciar a atmosfera das festas e dos socials. Segundo o produtor, o ambiente é plural: não há idade, biotipo ou padrão rígido para dançar — o aprendizado começa no momento em que a pessoa se permite ouvir a música.


A Trajetória e o Futuro da Cena no Brasil

Revivendo sua própria caminhada, James compartilhou o ponto de virada em que a Kizomba deixou de ser um hobby e passou a guiar sua vida profissional e comunitária. Ele analisou a evolução do mercado brasileiro nos últimos anos e apontou desafios: para a cena crescer com solidez, os eventos precisam ter sensibilidade redobrada na recepção de novos praticantes, garantindo espaços acolhedores e didáticos.


Para quem sente curiosidade, mas ainda hesita por vergonha, o recado de James no Negritudes Cast foi direto: a Kizomba é uma celebração coletiva aberta a todos, e a experiência prática de uma imersão é transformadora.








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