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Polícia Invade EMEI Após Queixa de Pai Sobre Desenho de Orixá

  • Foto do escritor: Zull Ramos
    Zull Ramos
  • 18 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura


📰 Polícia Invade EMEI Após Queixa de Pai Sobre Desenho de Orixá


O caso da Escola Municipal de Ensino Infantil (EMEI) Antônio Bento, no Caxingui, Zona Oeste de São Paulo, onde policiais militares, alguns armados com metralhadoras, entraram na unidade após a queixa de um pai sobre uma atividade escolar envolvendo um desenho de Orixá, continua a gerar forte repercussão e investigação na capital paulista.


A atividade fazia parte da proposta pedagógica da escola, baseada no livro "Ciranda de Aruanda", para atender à lei que prevê o ensino da história e da cultura afro-brasileira e indígena, e ocorreu em alusão ao Dia da Consciência Negra.


🚨 Ocorrido e Desdobramentos Imediatos


* Queixa do Pai: O pai de uma aluna de 4 anos, que seria sargento da Polícia Militar, compareceu à escola, insatisfeito com a atividade, alegando que a filha estaria sendo "obrigada a ter aula de religião africana" (Umbada/Candomblé) e que a diretora estaria fazendo "doutrinação religiosa". Ele chegou a rasgar parte da atividade da filha.


* Convocação da PM: Após ser convidado a comparecer a uma reunião do Conselho da Escola para discutir a proposta pedagógica — à qual ele não compareceu —, o pai acionou a Polícia Militar.


* Invasão Policial: Policiais Militares entraram na unidade armados, inclusive com metralhadora, e permaneceram por cerca de uma hora. A diretora da escola, Aline Aparecida Floriano Nogueira, relatou ter sido coagida e interpelada pelos policiais e que chegou a passar mal.


* Posicionamento da Escola/Prefeitura: A Secretaria Municipal de Educação (SME) e a direção da escola reforçaram que a atividade segue o Currículo da Cidade de São Paulo, que exige a temática afro-brasileira e indígena, e que não se tratava de doutrinação religiosa, mas sim de uma prática de educação antirracista e cultural.


Atualizações e Medidas em Andamento


* Investigação da SSP e PM: A Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo informou que está apurando o caso. A Corregedoria da Polícia Militar está disponível para investigar eventuais denúncias sobre a conduta dos policiais, que permaneceram armados na escola. A SSP defende que o porte de armamento, incluindo a metralhadora, faz parte do Equipamento de Proteção Individual (EPI) usado pelos agentes em serviço.


* Repercussão e Ações Políticas: O caso gerou revolta na comunidade escolar e em entidades sindicais, como o Sindsep.


* Deputados do PSOL acionaram o Ministério da Igualdade Racial para que acompanhe o caso.


* Entidades e a sociedade civil exigem apuração imediata e punição dos responsáveis, bem como ações de formação sobre diversidade cultural e combate à intolerância religiosa para os policiais.


* Ato em Defesa da Escola: Pais de alunos, moradores e ativistas programaram um ato público em frente à escola no próximo dia 25 de novembro, às 15h, "para defender a escola, a educação municipal e as práticas da educação antirracista".


O episódio levanta um debate urgente sobre liberdade de cátedra, intolerância religiosa no ambiente escolar e a conduta policial em espaços de educação.

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