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A Encruzilhada de Átila: Entre a Força do Voto e o Peso da Justiça, a Conta para 2026 Ficou Mais Alta

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    Rede Grande ABC
  • 9 de fev.
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A Encruzilhada de Átila: Entre a Força do Voto e o Peso da Justiça, a Conta para 2026 Ficou Mais Alta

Por ZULL RAMOS ,Análise Política Regional – Mauá/SP


O deputado estadual Átila Jacomussi (União Brasil) vive hoje o paradoxo mais complexo de sua carreira. De um lado, mantém um recall invejável e uma base popular fiel nas ruas de Mauá, capaz de levá-lo ao segundo turno em qualquer disputa majoritária. Do outro, enfrenta um "teto de vidro" jurídico e uma nova realidade partidária que ameaçam sua sobrevivência política em 2026.


A derrota para Marcelo Oliveira (PT) em 2024 deixou cicatrizes que vão além da perda da Prefeitura. Ela expôs que a estratégia de concorrer sub judice — com a candidatura pendurada em recursos — tem um preço alto: o eleitor pragmático, cansado da instabilidade, começa a migrar.


O Labirinto Jurídico: Não é Prisão, é Inelegibilidade

Para o eleitor comum, a situação de Átila confunde. "Ele foi inocentado?", perguntam muitos. A resposta técnica é não. Embora Átila não tenha condenações criminais definitivas (trânsito em julgado) que o levem à prisão hoje — respondendo em liberdade às acusações da Operação Prato Feito e Trato Feito (desvios em merenda e contratos de limpeza) —, o que sangra sua carreira é a esfera administrativa.


As rejeições de suas contas pela Câmara Municipal e pelo Tribunal de Contas, referentes aos seus anos como prefeito, criaram uma barreira de concreto: a Lei da Ficha Limpa. Juridicamente, ele caminha para 2026 carregando o carimbo de inelegível. Para estar na urna, precisará novamente de liminares (decisões provisórias). E, como visto em 2024, liminares caem, e votos podem ser anulados. Essa insegurança jurídica afasta financiadores e aliados de peso.


A Matemática Cruel do União Brasil

Se o jurídico é um problema, a matemática eleitoral é o desafio mortal.

Em 2022, Átila se elegeu deputado estadual pelo Solidariedade com cerca de 58.700 votos. Foi uma vitória confortável para um partido médio. Porém, a migração para o União Brasil mudou a régua. O partido é uma máquina de "tubarões" da política, com fundo eleitoral milionário e candidatos que ultrapassam facilmente a casa dos 100 mil votos.


Na minha análise apontam que o "ponto de corte" (a quantidade mínima de votos para garantir uma cadeira direta sem depender da sorte das sobras) no União Brasil em 2026 deve girar entre 75.000 e 85.000 votos.


Resumo: Ele precisa crescer cerca de 35% a 40% em relação à última eleição apenas para se manter onde está. É uma tarefa difícil para quem vem de uma derrota municipal e carrega o desgaste de processos administrativos.


Ou seja: Para se manter deputado, Átila precisa não apenas manter seus eleitores de 2022, mas conquistar cerca de 20 mil a 30 mil novos votos. Uma tarefa hercúlea para quem sai de uma derrota municipal e tem a imagem desgastada por processos de corrupção que, embora não julgados em definitivo, são munição constante na boca dos adversários.


O Veredito Político

Átila Jacomussi entra no ciclo de 2026 jogando sua sobrevivência. Se não conseguir reverter as decisões da Câmara que rejeitaram suas contas, será um candidato sub judice em uma chapa pesadíssima, onde qualquer deslize na votação significa ficar sem mandato e, consequentemente, sem foro privilegiado.


A política de Mauá aprendeu que nunca se deve subestimar a capacidade de Átila de renascer das cinzas. Mas, desta vez, ele não luta apenas contra adversários políticos; ele luta contra a calculadora e o Diário Oficial da Justiça.

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